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Variedades tolerantes e resistentes: entenda a diferença

Postado em 24/11/2022

Lidar com as pragas é uma atividade que toma muito tempo de qualquer produtor rural, dos pequenos aos grandes.

Lidar com as pragas é uma atividade que toma muito tempo de qualquer produtor rural, dos pequenos aos grandes. Entretanto, a boa notícia é que já existe um número alto de práticas dedicadas a combater os insetos e as ervas daninhas.

Dessa forma, você cultiva lavouras cada vez mais produtivas e leva produtos melhores ao consumidor final. Uma maneira de conseguir isso é a aplicação de variedades tolerantes e resistentes nas plantações. A seguir, falaremos sobre cada uma delas, suas diferenças e aplicações. Boa leitura!

O que são as variedades?

Antes de falarmos de tolerância e resistência, é preciso entender o que é variedade. Ela é, basicamente, um tipo de cultivar. Há uma confusão em relação ao termo e “híbrido”, já que ambos costumam ser usados como sinônimos. Na prática, são dois tipos diferentes.

Variedades são as plantas geradas por polinização natural. Elas foram geradas pela seleção de cruzamentos com características desejáveis pelos produtores, uma prática comum na agricultura. Resumindo, elas são obtidas pelo cruzamento entre plantas de uma mesma linhagem.

Já híbridos são plantas geradas pelo cruzamento forçado entre linhagens puras e diferentes. Nesse modelo, as sementes são obtidas por um processo de polinização induzida.

O que são variedades tolerantes?

A tolerância é a capacidade que uma espécie de planta daninha tem de não apenas sobreviver, mas também de se reproduzir mesmo após aplicação de defensivos agrícolas poderosos. Assim, ela se torna tolerante devido a uma variação genética.

As variedades tolerantes costumam ser mais suscetíveis que as resistentes. Isso porque elas permitem a infecção e a multiplicação do patógeno. Outra curiosidade é que ela costuma produzir mais que outras variedades, não importando a doença.

O que são variedades resistentes?

Já a resistência é a capacidade que uma espécie tem de controlar a ação de um patógeno específico. Nesse cenário, ela se expressa de diversas maneiras, podendo incluir:

- redução das lesões;

- imunidade;

- multiplicação de patógeno.

Desse modo, podemos dizer que a resistência é a capacidade que a planta tem de sobreviver e se reproduzir mesmo após a aplicação de um determinado defensivo agrícola. Existem dois tipos de resistência:

cruzada — ocorre quando biótipos de plantas daninhas se mostram resistentes a dois ou mais defensivos. Isso ocorre por um mecanismo único, tornando a planta resistente a todos os defensivos que demonstrem a mesma atuação;

múltipla — ocorre quando conta com mais de um mecanismo de resistência, distintos, garantindo a resistência mesmo em relação a defensivos com mecanismos diferenciados de ação.

Qual é a diferença entre variedades tolerantes e resistentes?

Para você entender melhor a diferença, podemos reforçar que a resistência é adquirida, enquanto a tolerância é inata — isto é, existe desde o nascimento. As variedades resistentes conseguem sobreviver a determinados tratamentos conduzidos com defensivos agrícolas que, em condições normais, controlariam as outras plantas da população.

Isso pode ser explicado por diversos fatores, como mutação ou genes preexistentes. Nesse sentido, a resistência é a habilidade herdada de uma planta em sobreviver após a exposição de um defensivo agrícola normalmente letal (em uma dose recomendada pela bula) para a sua população natural.

Já a variedade tolerante sobrevive à aplicação de defensivos agrícolas em uma dose, recomendada por bula, que afetaria outras espécies. Essa sobrevivência ocorre sem que modificações em seu desenvolvimento sejam percebidas.

Em relação à condição nata, a tolerância é uma propriedade que já existe nas plantas antes da aplicação inicial do herbicida.

Em que situações cada uma delas se aplica?

As variedades tolerantes lidam com as pragas de uma maneira similar às resistentes, isto é, proporcionando uma boa resposta às doenças. Nesse sentido, ambas têm boas chances de permitir que o cultivo se desenvolva de maneira adequada.

Contudo, a variedade resistente não garante a produtividade. Já nas tolerantes, o diferencial está aí: com a aplicação de defensivos agrícolas, elas são menos afetadas, principalmente quando falamos de crescimento e desenvolvimento das culturas.

Assim, pela sua própria definição, a variedade tolerante não causa perdas severas no que diz respeito à produtividade e à qualidade geral da colheita. A planta consegue conviver com o patógeno, sem sentir os seus efeitos.

A variedade resistente tem como principal vantagem a capacidade de retardar a ação das pragas. Desse modo, produtores têm mais tempo para encontrar meios eficientes de combater os insetos, caso ocorra uma infestação em sua plantação.

Variedades tolerantes e resistentes: como funcionam?

As variedades resistentes são usadas, por exemplo, no combate às pragas de cana, como o mosaico — uma das doenças mais prejudiciais a essa cultura. Podemos destacar os seguintes usos:

combate a ferrugens e carvões em cereais e cana-de-açúcar;

prevenção a murchas vasculares em hortaliças;

controle de viroses em outras culturas.

Já as variedades tolerantes foram empregadas pela Embrapa para combater danos à soja. Inclusive, a organização lançou, em 2021, cinco cultivares para combater a ação de percevejos, ferrugem asiática, entre outros problemas.

Produtores se deparam com diferentes reações ao controle de insetos e ao uso de defensivos agrícolas. O primeiro passo para descobrir qual das duas opções usar é verificar quais pragas são as mais comuns em sua cultura, em decorrência do solo, do clima e das condições do terreno de modo geral.

Após esse estudo, é importante pesquisar os cultivares que apresentam a maior resistência a determinados patógenos. Para produtores que trabalham com áreas mais extensas, uma boa ideia pode ser buscar o tratamento industrial de sementes.

Isso porque elas passam por diversos melhoramentos em laboratório para tolerar, de maneira mais segura, os diferentes riscos que podem tornar a cultura suscetível às pragas. Contudo, é importante lembrar que o manejo integrado é fundamental para garantir a saúde da plantação e a produtividade em suas colheitas.

A utilização de defensivos agrícolas também desempenha um papel essencial na proteção dos cultivares. Por fim, não deixe de garantir os nutrientes adequados para que as plantas floresçam, afinal, muitos problemas decorrem, simplesmente, de falhas nutricionais naquela área.

Agora que você já sabe o que são variedades tolerantes e resistentes, entende que são uma maneira de combater as pragas de maneira efetiva e otimizar a utilização dos defensivos agrícolas. Com práticas mais sustentáveis e eficientes, a segurança alimentar do consumidor final também se torna uma missão cumprida.

 

 

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